1º levantamento de adoção da biotecnologia agrícola no Brasil, safra 2015/16

 

 


 

• O primeiro levantamento da adoção de biotecnologia agrícola no Brasil, safra 2015/16, indica um aumento da área total de 3,9% em relação ao fechamento da safra 2014/15. Deste modo, a área total com culturas transgênicas (soja, milho e algodão) alcançará 44,2 milhões de hectares, ou adoção total de 90,7% da área cultivada com essas três culturas.

• Para esta safra, a entrada de novos eventos geneticamente modificados aumenta o leque de opções ao agricultor, alocando as tecnologias de acordo com o seu manejo. A tendência para as três culturas é de que os eventos com genes combinados estejam cada vez mais presentes nas lavouras. Atualmente, o milho oferece 29 tecnologias transgênicas, sendo 16 delas consideradas stack genes ou genes combinados (resistência a insetos e tolerância a herbicidas). Para o algodão, são 12 tecnologias aprovadas para comercialização, quatro delas com genes empilhados. A soja atualmente só conta com uma tecnologia RI/TH, de um total de seis tecnologias liberadas para semeadura. Vale lembrar que nem todas essas tecnologias estão disponíveis ao agricultor e muitas delas já foram aprovadas há bastante tempo e ainda não estão no campo.

• O grande problema é que a maioria das tecnologias que tem genes com resistência a insetos vem da mesma base de resistência, as proteínas CRY, sendo que algumas delas já estão sofrendo falhas relatadas pelos agricultores no campo. Além disso, a maioria das tecnologias com tolerância a herbicida baseiam-se em dois ingredientes ativos, o glifosato (algumas plantas infestantes já apresentam resistência a esse produto) e o glufosinato de amônio. Portanto, é imprescindível que as empresas detentoras continuem a desenvolver novas tecnologias que possam variar o manejo do agricultor, mas contando com a imprescindível colaboração do principal usuário desta tecnologia no campo, utilizando as culturas transgênicas de forma consciente, adotando o manejo correto, fazendo o refúgio e a bordadura ao semear culturas com genes de resistência a insetos, rotacionando culturas, fazendo o monitoramento, dentre outras ações que protejam e aumentem a vida útil dos produtos geneticamente modificados.

• Para esta safra e para as próximas, o agricultor já poderá contar com eventos GM diferentes ou complementares dos atuais, com variações no controle de insetos (maior espectro de pragas desfolhadoras, assim como pragas de solo) e tolerância a outros herbicidas (ex: 2,4-D, herbicidas do grupo das imidazolinonas, herbicidas do grupo “fop”, dicamba). Cabe o agricultor utilizar tais produtos da melhor forma possível, seguindo as recomendações feitas pelas detentoras da tecnologia.

Copyright © Céleres 2015 Todos os direitos reservados.
Toda a informação contida neste documento é de propriedade intelectual da
© Céleres - your agribusiness intelligence


 

 

Biotec1

 

 

 

Copyright © Céleres 2015 Todos os direitos reservados.
Toda a informação contida neste documento é de propriedade intelectual da © Céleres - your agribusiness intelligence


DEPARTAMENTO DE PESQUISA

Cecília Fialho
cfialho@celeres.com.br
Enilson Nogueira
enogueira@celeres.com.br
Erickson Oliveira
eoliveira@celeres.com.br
Gustavo Maierá
gmaiera@celeres.com.br
Jorge Attie
jattie@celeres.com.br
Juliano Cunha
jcunha@celeres.com.br
Victor Andrade
vandrade@celeres.com.br
Vinicius Paiva
vpaiva@celeres.com.br

EDITOR CHEFE

Anderson Galvão
agalvao@celeres.com.br

logo-celeres-sem-slogan
your agribusiness intelligence

Av. Nicomedes Alves dos Santos, 1205 | Salas 207 e 208 Uberlândia, Minas Gerais – 38.411-106