2º levantamento de adoção da biotecnologia agrícola no Brasil, safra 2015/16

 

 


 

• O segundo e último acompanhamento da adoção de biotecnologia agrícola no Brasil, safra 2015/16, demonstra um total de 45,7 milhões de hectares, somando-se as três culturas semeadas, soja, milho (verão e inverno) e algodão. Em relação à safra anterior, houve aumento de 5,7%. A taxa de adoção de eventos transgênicos alcançou 92,3% do total semeado.

• A tecnologia com maior crescimento nesta safra foi a de resistência a insetos e tolerância a herbicidas (stack), crescendo 24,3% na comparação com o ano anterior, chegando em 26,1 milhões de hectares, compilando as três culturas avaliadas. Mesmo com aprovações comerciais de tecnologias com genes simples (resistente a insetos ou tolerante a herbicidas), o agricultor claramente prefere cultivar a tecnologia com genes combinados e, cada vez mais, tal fato torna-se tendência para os próximos anos. Na safra 2015/16, para as três culturas, a tecnologia RI/TH foi a mais cultivada.

• Além da facilidade de manejo, as tecnologias GM trazem para o agricultor vários benefícios já constatados, como aumento de produtividade, redução no uso de ingrediente ativo e nas aplicações de defensivos agrícolas, além de maiores margens operacionais, dentre outras. Contudo, a tranquilidade e facilidade deste manejo podem fazer com que o agricultor não se atente para o risco do uso constante de uma mesma tecnologia, colocando-o na zona de conforto e tornando-o mais negligente com o manejo agronômico mais adequado. O risco de utilizar constantemente uma tecnologia, seja ela transgênica ou convencional, quando o objeto de produção é um ser vivo, é o desenvolvimento de resistência pelos organismos-alvo e, consequentemente, a quebra da tecnologia ou a perda da sua eficiência, parcial ou total.

• Há uma grande preocupação em torno das tecnologias já aprovadas e também das futuras, pois os organismos (pragas e plantas infestantes) estão tornando-se resistentes às proteínas Bt (resistência a insetos) e aos herbicidas utilizados nas tecnologias (glifosato e glufosinato de amônio), os quais também estão inseridos nas futuras tecnologias. O uso repetitivo de um mesmo inseticida e/ou herbicida na cultura convencional também causava os mesmos efeitos, aparecimento de resistência e perda da eficiência dos produtos, nas lavouras convencionais.

• O esforço de uma extensão rural mais ativa, através de programas de conscientização e uso correto da tecnologia transgênica deve ser redobrado por todos os participantes das cadeias produtivas, para incentivar que o agricultor, com o uso correto dessas tecnologias, permita uma maior vida útil das mesmas. Portanto, para garantir que a biotecnologia continue a serviço do produtor rural, é fundamental o seu uso correto, como o uso do refúgio, bordaduras, rotação de culturas, uso consciente de defensivos agrícolas, etc.

• No caso da cultura da soja, a área com eventos geneticamente modificados cresceu 5,4% em relação à safra 2014/15, chegando em 31,4 milhões de hectares, ainda com larga vantagem na liderança do cultivo de culturas GM no Brasil. Em segundo lugar aparece o milho, considerando a safra verão e inverno, que alcançou 13,5 milhões de hectares, 6,3% superior ao ano passado. Finalmente, o algodão transgênico fecha a safra 2015/16 com 9,9% de crescimento em relação à safra anterior, totalizando 751 mil hectares semeados com variedades transgênicas.

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