3º levantamento de adoção da biotecnologia agrícola no Brasil, safra 2016/17

 

 


 

• A safra 2016/17 finaliza com ótimos índices de produtividade nas três culturas aqui analisadas, soja, milho e algodão, mas principalmente para a cultura da soja. Com os aspectos climáticos bastante favoráveis, restou ao agricultor aprimorar ainda mais seu manejo e investir em elevados níveis tecnológicos, o que inclui a adoção de sementes transgênicas.
• A área total semeada foi de 52,5 milhões de hectares. A adoção dos eventos transgênicos atingiu 93,4% da área total cultivada com as três culturas, representando 49,1 milhões de hectares.
• É importante ressaltar que esta taxa de adoção não deverá sofrer mudanças significativas para os próximos anos, visto que em algumas culturas como a soja e o milho, a adoção já atinge seu limite. Portanto, mudanças mais expressivas poderão ocorrer somente para a cultura do algodão, cultura com taxa de adoção um pouco abaixo das demais.
• O destaque continua com a tecnologia RI/TH, que atingiu 32,0 milhões de hectares ou taxa de adoção de 65,1%. Mesmo com a liberação comercial de eventos com genes simples, há uma clara preferência a esta tecnologia por parte do produtor rural. Os eventos com genes simples poderão complementar o funcionamento dos stacks ou serem utilizados como rotação de tecnologias e controles de problemas específicos, dentro do manejo integrado.
• O número de tecnologias aprovadas com genes combinados alcançou 31 (44,9% do total), sendo três para a cultura da soja, 22 para a cultura do milho e seis para o algodoeiro.
• No total, já são 69 eventos aprovados para comercialização, assim distribuídos:12 resistentes a insetos, 21 tolerantes a herbicidas, 31 com genes combinados, um resistente a doenças, um para aumento de produtividade, um para restauração de fertilidade da planta, um para aumento de rendimento industrial e um tolerante ao estresse hídrico (os dois últimos, junto com um evento tolerante ao glifosato, foram aprovados somente para importação e consumo e não para cultivo, em caráter especial na safra 2015/16).
• Para o total da cultura da soja, a área com cultivares transgênicas atingiu 32,7 milhões de hectares (3,9% superior à safra 2015/16) ou 96,5% do total semeado, divididos em 59,8% para a tecnologia RI/TH e 36,7% para os genes com tolerância a herbicida. Um evento com gene simples de resistência a insetos foi aprovado para cultivo comercial no mês passado. Provavelmente, deverá ser comercializado somente no próximo ano, ou fazer parte de um evento com genes combinados, ainda em fase de testes para aprovação comercial.
• O milho inverno geneticamente modificado atingiu 91,8% da área total semeada, ou 10,4 milhões de hectares, 15,4% maior que o ano passado. Os eventos RI/TH também foram dominantes para essa cultura, alcançando 7,1 milhões de hectares e taxa de adoção de 62,4%. As outras tecnologias – RI e TH – atingiram 24,8% e 4,6% da área semeada com milho inverno, respectivamente.
• Para o milho verão, a área total com biotecnologia foi de 5,3 milhões de hectares (aumento de 16,2% em relação a 2015/16), ou 82,4% de adoção. A tecnologia com genes combinados representou 66,5% do total semeado, seguida pelo milho RI (13,5% do total) e dos eventos tolerantes a herbicidas (2,5% do total).
• Dessa forma, o milho transgênico no Brasil completou a safra 2016/17 com 88,4% de taxa de adoção. Deste total, 63,9% foram cultivados com eventos RI/TH, 20,7% com milho resistente a insetos e 3,8% com a tecnologia tolerante a herbicida.
• O algodão é a cultura que ainda tem potencial de crescimento da taxa de adoção. Na safra finalizada, a adoção de algodão GM totalizou 78,3% do total semeado, ou 726 mil hectares (leve queda de 3,3% em comparação ao ano anterior). Assim como para soja e milho, a tecnologia RI/TH é a mais utilizada, alcançando 392 mil hectares, ou 42,3% da área total, seguida pelo algodão TH, com 23,9% e pelo evento RI, com 12,1% do total.

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