IC16.09 – Projeção de safra – Soja – setembro 2016


 

PROJEÇÃO DE SAFRA 2016/17

No segundo acompanhamento da safra 2016/17 de soja, a Céleres® mantém suas estimativas de área e produção da oleaginosa no país.
Diante de margens ainda positivas para a cultura, a área a ser cultivada na próxima temporada deverá ser 2,6% maior que em 2015/16, devendo chegar a 33,8 milhões de hectares.
O principal entrave para a expansão de área é a dificuldade de acesso à crédito, sobretudo, depois de uma safra na qual os produtores tiveram prejuízos, principalmente no MATOPIBA. Desta forma, o crescimento de superfície a ser semeada será limitado e marginal.
Considerando a tendência de produtividade dos últimos 15 anos, estimada em 3,04 t/ha, a Céleres® projeta a produção brasileira de soja em 102,8 milhões t em 2016/17, cerca de 5% maior que a observada na safra anterior.
O aumento produtivo esperado para a próxima safra deverá levar os estoques finais de 2016/17 para 2,2 milhões t (relação estoque/consumo de 2,1%), patamar superior aos vistos nos últimos anos.
No entanto, o aumento se mostra ainda limitado, se observarmos a crescente demanda interna pelos derivados e, principalmente, o robusto consumo mundial, que poderá contribuir positivamente para o aumento das exportações e para enxugar o cenário interno no próximo ano. A Céleres® aponta que os embarques nacionais alcançarão 56 milhões t, 3,7% maior que na safra passada. Se concretizado, este será historicamente o maior volume exportado pelo país.

CENÁRIO NACIONAL

Com o fim do vazio sanitário na maior parte das regiões produtoras de soja do país, a atenção e as incertezas estão voltadas para as condições climáticas das próximas semanas. Isto porque, na última safra, este fator resultou em problemas prejudiciais consideráveis às lavouras e ao bolso dos produtores.
De modo geral, os centros de meteorologia de diversos países são unânimes em dizer que houve uma reversão do cenário climático para essa temporada – de El Niño para La Niña. Entretanto, ainda há incertezas sobre sua intensidade e período de atuação.
As estimativas do Instituto de Meteorologia da Austrália, por exemplo, apontam um cenário neutro entre os dois fenômenos, indicando que, se houver o La Niña, será baixa intensidade, de curto prazo e menos forte do que o observado em anos anteriores.
A conclusão é que, segundo os modelos climáticos, as chances de uma repetição de El Niño são remotas, ou seja, as fortes secas observadas na porção Norte e Nordeste do país na safra 2015/16 não deverão acontecer.
Historicamente, as produtividades do Centro-Oeste (Figura abaixo) e do Nordeste são melhores em anos de La Niña do que no El Niño, uma vez que as chuvas neste período são mais regulares e abundantes na região. Por sua vez, na região Sul (Figura abaixo) o efeito é contrário, já que a incidência de chuvas é menor quando há a La Niña.
Por fim, as previsões para 2016/17 apontam para um cenário de chuvas melhor que na safra anterior, principalmente no Nordeste.
Até o momento, os sinais vindos do campo afirmam este cenário, contudo, os produtores estão mais cautelosos e só deverão iniciar o plantio com maior certeza sobre o padrão de chuvas nos primeiros dias da semeadura.

 

Além das informações e dados contidos nesse informativo, a Céleres dispõe de um robusto banco de dados, contendo as principais informações do agronegócio detalhadas por estados e regiões, tais como preços diários de commodities agrícolas desde 1998, balanço de oferta e demanda mensal dos principais mercados agrícolas no Brasil, desde a safra 1996/97, acompanhamento semanal da evolução de safra de milho e soja desde a safra 2000/01 e muito mais.
Caso precise de informações mais detalhadas, entre em contato conosco que teremos o maior prazer em lhe atender.

 

 

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